No final de 2019 economistas já haviam informado que poderia existir uma grande desaceleração econômica no ano seguinte, porém o que ninguém imaginava, era uma queda tão violenta de todas as economias mundiais.

A crise enfrentada neste momento por diversos países do mundo nos mostra o quanto a economia influencia no Comércio Exterior, seja nas negociações, nos trâmites, nos relacionamentos entre países ou nas burocracias. 

O Coronavírus foi descoberto em janeiro, na China, dias antes da comemoração do ano novo lunar em diversos países orientais. Com a fácil propagação do vírus, as autoridades prolongaram o feriado e fez com que todos os estabelecimentos permanecessem fechados do dia 25 de janeiro a 11 de fevereiro.

Em fevereiro, mesmo sem nenhum caso registrado de COVID-19, o Brasil, como um grande dependente da China em suas compras e vendas internacionais, enfrentou grandes desafios na logística e em suas negociações, como é exposto abaixo.

  • Atrasos nos embarques;
  • Blank Sailing;
  • Congestionamentos em portos e terminais;
  • Rotas canceladas;
  • Indústrias brasileiras do setor eletrônico e automotivo foram as mais prejudicadas e se viram obrigadas a pausar a linha de produção, uma vez que não houve reposição de peças oriundas da China.

Não demorou muito para o vírus se espalhar pelo mundo e atingir mais de 150 países, que também entraram em isolamento social, dessa forma gerando:

  • Bruscas quedas nas bolsas;
  • Queda do valor do barril de petróleo, 
  • Desavenças internacionais para encerramento da produção de petróleo;
  • Desvalorização das moedas de países emergentes, principalmente Brasil;
  • Redução do Produto Interno Bruto de diversos países;
  • Implantação de barreiras protecionistas;

No final de fevereiro foi registrado o primeiro caso de COVID-19 no Brasil, transmitido por uma pessoa que estava em viagem Itália e retornou ao Brasil. Em março começou as medidas de isolamento no Brasil, onde comércios e fábricas foram fechadas e só foi permitido a abertura de locais essenciais. Com as medidas de combate ao Coronavírus diversas fábricas tiveram que desligar seus colaboradores, adiar férias coletivas ou reduzir a jornada de trabalho. 

Ao longo do ano foram implementadas diversas medidas no Comércio Exterior para ajudar no combate da doença, como a facilitação e agilidade do desembaraço, redução de anuências, aceite de documentos eletrônicos, redução de alíquotas, proibição da exportação de produtos essenciais ao país, entre outras medidas. 

Como será o cenário pós pandemia?

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Artigo escrito por Kauana Benthien A. Pacheco

Kauana tem seis anos de experiência no comex, é formada em Negócios Internacionais e cursa pós-graduação em Big Data & Market Intelligence. É criadora da página de conteúdo sobre comércio exterior, a  ComexLand, onde escreve sobre Economia Global e Comércio Internacional.

1 comentário em “O que aconteceu no primeiro semestre do ano no Comércio Exterior?”

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