Crise energética e a economia internacional

Nas últimas semanas, temos notado um grande número de apagões não só pelo Brasil, mas em diversos países pelo mundo, o que tem afetado o bem estar da população e até mesmo a produtividade das indústrias. Com a retomada de grande parte da economia mundial após longos períodos de isolamento e de abertura e fechamento dos mercados, tudo indica que apesar dos efeitos negativos ainda vigentes, a economia já está pronta para retornar aos níveis pré pandêmicos.

Na China, por exemplo, o governo chegou a limitar o uso de energia nos horários de pico em boa parte do território, na Europa o gás natural amplamente utilizado para a produção de energia e para aquecimento nos períodos de inverno acumula alta de quase 500% nos últimos doze meses.

Crise de energia no Brasil

No Brasil, as usinas hidrelétricas são responsáveis pela geração de cerca de 90% de toda a energia elétrica produzida internamente, assim, a crise hídrica impacta diretamente nesse setor, fazendo com que o país recorra a outras fontes de energia para suprir a demanda interna, fontes mais onerosas e poluentes como a geração de energia a partir de usinas termelétricas, que operam a partir da queima de combustíveis fosseis.

Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná concentram as represas responsáveis por mais da metade da capacidade de armazenamento de água para geração de energia no país e eles estão enfrentando a pior seca dos últimos 90 anos.

Crise de energia na China

Diferente do Brasil, a principal fonte geradora de energia na China é o carvão mineral, que atingiu esse ano o maior preço da sua história devido ao grande aumento da demanda à medida que a recuperação econômica foi avançando. Mas por questões ambientais, a China fez um pacto de reduzir a emissão de carbono até 2060, por isso, os governos locais endureceram as leis para frear o uso dos combustíveis fósseis. Assim, a indústria local já registra níveis de contração econômica.

Os setores de manufatura e da construção civil impulsionaram a recuperação da economia chinesa fazendo com que a demanda por energia fosse ainda maior, movimento que vem se intensificando desde junho.

Crise de energia na Europa

Assim como em outras partes do mundo, a recuperação econômica na Europa também vem enfrentando diversas dificuldades, sendo a produção e distribuição de energia de modo a suprir toda a demanda uma das principais delas. Lá, o gás natural é a principal matéria-prima para as matrizes energéticas, com o aumento da demanda, o preço está disparando e vários setores estão sendo prejudicados.

Com essa crise mundial, possíveis cortes de energia e a redução no nível de produção é possível que aconteça um novo desequilíbrio no Comércio Exterior e na cadeia de suprimentos.

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Artigo escrito por Iara Neme.

Iara é graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

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