
Como funcionam as importações e exportações de veículos no Brasil?
O Brasil é um importante player no mercado de importações e exportações de veículos, que movimenta bilhões de dólares anualmente em nossa economia. Os automóveis costumam compor o top 10 dos principais produtos negociados internacionalmente pelo Brasil todos os anos.
Nas importações, os principais carros que entram no nosso país são oriundos da Argentina, do México, da Alemanha, do Japão e do Reino Unido. Os estados que mais recebem tais automóveis são Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Já os principais destinos dos automóveis fabricados no Brasil, são a Argentina e o México, assim como nas importações, além da Colômbia, Indonésia e Peru. Outros países sul-americanos, pela proximidade e facilidade no transporte, também compõe a lista, como o Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia.
E a importação de carros usados?
A importação de veículos usados é proibida no Brasil, exceto para modelos acima dos 30 anos, que são destinados principalmente à colecionadores. Porém, o Projeto de Lei 237/2020, que ainda tramite no congresso, visa mudar essa estrutura, liberando a importação de tais veículos no país.
Segundo os defensores da lei, essa mudança irá beneficiar o consumidor final pois irá baixar os preços e criar um novo leque de opções, enquanto a indústria e órgãos do governo levantam alguns pontos negativos como o risco de que esses veículos usados não atendam requisitos de segurança, eficiência energética, emissões de poluentes e adaptação às particularidades do nosso mercado, gerando assim prejuízos para o consumidor final. A indústria nacional precisa atender dezenas de pré-requisitos para conseguirem fabricar, vender internamente e exportar os veículos, e a entrada desses carros já usados no dificultaria a análise desses requisitos, o que poderia acarretar uma série de problemas tanto no âmbito de fiscalização como no comercial, a fim de evitar que veículos obsoletos internacionalmente venham para o nosso mercado.
Outro risco apontado caso a lei seja aprovada está relacionada a um dos principais problemas da nossa economia atualmente: o risco para os empregos, pois a entrada desses modelos poderia gerar uma competição desigual com os veículos fabricados aqui no Brasil.
E você? O que acha desse tema? Teria coragem de importador um veículo usado?
Artigo escrito por : Iara Neme
Iara é graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior é produtora de conteúdo da página ComexLand, possui experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.
Achou esse conteúdo interessante? Deixe um comentário em nossas redes sociais e compartilhe para chegar em mais profissionais da área.
Nos siga em nossas redes sociais!
- (sem título)
- ICMS Importação em SP: o que muda na rotina, quais erros mais comuns e como automatizar conferência + registro para fechar o processo no numerário
- DU-E na prática: como transformar o XML da NF-e em um processo exportador sem retrabalho (e com evidência no GED)
- Software para agente de carga: o que não pode faltar em 2026
- Sistema para despachante aduaneiro: como ganhar controle (e tempo) com a UX Comex
- A Influência da Cultura nas Negociações Internacionais
- cClassTrib: Novo Código da Era Digital da Reforma Tributária
- A IA Otimizando o Comércio Exterior
- Comércio Exterior 4.0: Talento Digital e a Guerra de Competências
- Economia Circular: O Futuro Sustentável do Comércio Exterior