Brasil e China: como o comércio bilateral se intensificou nos últimos anos

Em 2009, a China consolidou-se como a principal parceira comercial do Brasil, desbancando os Estados Unidos, que ocupava o topo do ranking há praticamente um século. Essa reviravolta nas relações internacionais foi um dos reflexos da crise financeira de 2008 que abalou todo o mundo, mas ao mesmo tempo, fez com que a China fosse ganhando ainda mais notoriedade no cenário internacional.

Diversos estudos divulgados por instituições financeiras, como o banco JP Morgan, revelam dados estatísticos que preveem que a China ultrapasse os Estados Unidos ainda nessa década tornando-se a principal potência econômica mundial.

Mostrando a força da sua economia e a capacidade de se recuperar rapidamente de crises mundiais, a China surpreendeu o mercado quando o Dow Jones Newswire anunciou sua taxa de crescimento no primeiro semestre deste ano tão complicado, que mesmo após todas as turbulências o país atingiu o crescimento recorde de 18,3%. Um dos principais motivos foi a dependência dos países em relação aos produtos manufaturados oriundos da China, cuja produção em escala consegue fornecer produtos a preços bem competitivos e essa crescente demanda mundial fez com que o país abrisse novos mercados e aumentasse as suas exportações, fazendo com que nos últimos tempos, a China atingisse a maior participação no comércio global.

Comércio Brasil-China deve bater novo recorde

Ao adotar uma nova postura com a China, evitando atritos que prejudiquem as exportações e importações, o governo brasileiro pretende manter boas relações com o país, cuja relação com o Brasil se intensificou ainda mais durante a pandemia, principalmente no fornecimento de equipamentos de combate contra a Covid-19, insumos de suma importância para a reestruturação da nossa economia e, principalmente, da saúde da população como um todo.

No ano passado, a soma das exportações e importações entre o Brasil e a China superaram a casa dos US$100 bilhões, recorde histórico para os países. Já nesse ano, a expectativa é que o valor até dezembro seja ainda maior, visto que até o mês de agosto as trocas já haviam atingido US$93,8 bilhões, valor 34,7% superior ao registrado nos oito primeiros meses de 2020. Assim, é esperado que até o final do ano, o total entre os dois países chegue a US$120 bilhões.

Nas exportações brasileiras, a soja ainda é o produto de principal destaque na China, pois mesmo com a retomada dos embarques da soja norte americana para o mercado chinês, o Brasil continua exportando grandes quantidades. As exportações de carne bovina para a China também são destaques na nossa pauta, pois apesar da suspensão momentânea por casos de doença encontrados no Brasil, retomada deve ser breve e não criará um grande impacto.

Já nas importações de produtos chineses pelo Brasil, a variedade de itens da indústria de transformação é imensa, sendo eles: equipamentos de telecomunicações, estruturas flutuantes, máquinas e aparelhos elétricos, medicamentos e produtos farmacêuticos, adubos, geradores elétricos, fios têxteis, dentre muitos outros.

Artigo escrito por : Iara Neme

Graduanda em Relações Internacionais e Comércio Exterior é produtora de conteúdo da página ComexLand, possui experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

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