Tendências de Mercado e Comércio Exterior para 2021

O ano de 2020 foi um ano crucial para uma mudança nos padrões de consumo e, com certeza, de alguma forma todos pudemos notar. Todos os desafios contidos no ano, não somente para empresas se manterem na ativa diante de um cenário instável, mas também para todos nós enquanto consumidores. Se observarmos atentamente, veremos que até mesmo nosso consumo que até então era frequente passou por uma repaginada severa.

Obviamente, produtos básicos não tiveram um consumo reduzido, sendo que nossa sobrevivência depende dos mesmos. Mas me arrisco a dizer que houve uma reformulação até mesmo destes produtos que considerávamos básicos. Isso está devidamente relacionado à questão da necessidade. Se estou em home office, por que investiria meu dinheiro em perfumes, por exemplo? Não tento colocar como uma generalização, mas repensamos nossos hábitos e realocamos recursos de acordo com a necessidade de um momento peculiar. O nome disso é resiliência? Talvez sim.

Gosto de pensar que a pandemia escancarou a necessidade de reinvenção e adaptação em um cenário o qual já espreitava há alguns anos. Podemos notar que a onda do Marketing Digital, por exemplo, é algo que é recorrente há alguns anos e, quem soube aproveitar as mídias desde que se tornaram uma tendência, possuiu dificuldades reduzidas durante a pandemia.

Mas e aqueles que nem mesmo sabiam do potencial digital para seus negócios? Estes foram forçados a buscar a adaptação para a sobrevivência de seus negócios. Muitas empresas as quais possuo contato resistiram ao movimento, mas acabaram por aderí-lo como uma alternativa para o momento de isolamento social. Empresas que investiam grandes quantias de capital em estrutura acabaram por economizar com o home office. Não entrarei no mérito de ser algo funcional para todos os negócios, pois sem dúvidas existem empresas e casos que necessariamente não sobrevivem no meio digital integralmente. Mas a grande questão: dentro do possível, como posso utilizar dessa onda para agregar valor à minha empresa e meus negócios?

É uma reflexão importante, já que o meio tecnológico, mesmo fora do cenário pandêmico, é uma das formas mais eficientes de encontrar clientes de maneira dinâmica, sendo os mesmos encontrados não somente na região onde vendemos, mas em todo o Brasil e inclusive no mundo.

Isso é uma realidade não somente brasileira, mas de grande parte dos países. Pessoas estão em suas casas e também tiveram seus hábitos de consumo modificados por conta do cenário. Então nessa afirmação o questionamento é válido: eu compraria o produto que tenho a vender? Ele é essencial? Isso faz com que o próprio vendedor se coloque no papel do comprador e consiga enxergar sua dor a partir de então. Por isso é fundamental que inclusive se possa compreender o pensamento do cliente através de sua própria realidade, cultura e detalhes político-econômico e sociais. Isso serve para um país vasto em diferenças culturais como o Brasil e também para qualquer país.

Então lhe pergunto: a maneira como você vende para um cliente do interior do estado de São Paulo é a mesma com que vende para alguém de Minas Gerais? O produto pode ser o mesmo, mas a negociação caminha de formas diferentes por conta da necessidade de adaptar seu discurso para uma maneira com que seu comprador se sinta parte daquilo. Certo? O mesmo funciona para clientes internacionais. Falaremos sobre habilidades de negociação em outro artigo.

Mas o ponto principal aqui é que nos atentemos para os padrões de consumo. Será que meu produto é supérfluo? Me arrisco a te dizer que nenhum produto é, desde que seu vendedor consiga encontrar a dor de seu cliente e trabalhar exatamente no alívio de tal problema com seu produto ou serviço. Então o segredo é, além de todos os detalhes de Marketing e mercados, entender seu cliente. Parece fácil, não? Mas a verdade é que isso requer esforços e tempo. Paciência é fundamental e ela só pode ser empregada se quem está à frente das empresas possuir uma mentalidade conivente com o retorno em médio e longo prazo de seus esforços.

Eu sei que é um trabalho complexo, mas necessário. Existe uma maior facilidade – não subestime quando digo facilidade, pois isso não significa redução de esforços – com produtos essenciais, aqueles que estão diretamente atrelados à sobrevivência do cliente. Portanto, diversos países os quais dependem da importação de produtos, os quais tiveram sua importação comprometida devido a realocação de recursos na luta contra o COVID, estarão retomando suas atividades. Isso pode ser uma oportunidade para que empresas brasileiras atuantes nestes setores que podemos exemplificar com alimentos e bebidas, cosméticos, higiene pessoal e outros, possam acessar mercados vizinhos e em desenvolvimento.

Enfim, as oportunidades existem. Cabe a todos nós enxergá-las e fazer o que precisa ser feito para que a expansão aconteça e se mantenha exponencialmente. Nossa missão é auxiliá-lo nesse caminho.

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Artigo escrito por Nilo Scandaroli

É Profissional das Relações Internacionais; Sócio-Diretor da empresa Joint Company Negócios Internacionais; Chefe de Operações da Zeit Org e Professor de Networking, fundador do Canal “Conversa com Internacionalista” e produtor de conteúdo na ComexLand.

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