Saiba o que a sua empresa precisa para se preparar para o CCT neste artigo!

Os primeiros testes já foram realizados no CCT Aéreo e em breve o Mantra será desativado para dar lugar a esse novo módulo que será obrigatório para agentes de carga, companhias aéreas e seus representantes.

O que é CCT Aéreo Importação?

Leia: A importância da gestão de embarques para o CCT importação aéreo.

Assim como na importação marítima temos o lançamento dos dados da carga no sistema mercante, na importação aérea teremos o Controle de Carga e Trânsito Aéreo – Importação  que substituirá o atual SISCOMEX Mantra.

Porém, o Mercante e o CCT se diferem em como as informações são prestadas. No CCT não há um sistema ou layout, as informações devem ser transmitidas via CargoXML para o Portal Único, gerando um único controle.

Por esse motivo, desenvolvemos 3 dicas para sua empresa se preparar para as transmissões do CCT Aéreo:

1- Atenção aos prazos

Se a manifestação for realizada após o prazo estipulado pela Receita Federal, haverá a incidência de auto de infração no valor de R$5000,00 por omissão. Portanto, é essencial que exista gestão do tempo e monitoramento da chegada e partida dos voos com destino Brasil.

  • Para voos longos: 4 horas corridas antes da chegada da aeronave ao aeroporto de destino.
  • Para voos com menos de 4 horas: Até o momento de partida, não havendo limite de antecedência.

Como no modal aéreo tudo acontece com muita agilidade, é interessante desde já informar a equipe operacional sobre os prazos, a fim de estabelecer lembretes e uma rotina de gestão e acompanhamento de voos.

2- Empresa especializada em tecnologia

Como não haverá um layout disponibilizado para lançamento das informações, o agente de carga deve estar preparado para a utilização da tecnologia para seu lançamento. O mais indicado é contratar uma empresa especializada que forneça seu sistema para lançamento das informações e futura transmissão ao módulo CCT.

Os primeiros testes, informações técnicas e APIs (Interface de programação de aplicações) foram disponibilizados pela Receita Federal para a integração dos sistemas próprios com o Portal Único.

Leia: CCT Aéreo disponível para testes.

As informações devem ser transmitidas com base no conhecimento de embarque, ou seja, a companhia aérea deverá emitir de acordo com o MAWB e o agente de carga de acordo com o HAWB.

MAWB: Master AirWay Bill (conhecimento de transporte com a negociação compra de frete)

HAWB: House AirWay Bill (conhecimento de transporte com a negociação de venda de frete)

Não há ordem necessária para emissão, companhia aérea pode emitir antes ou depois do agente de carga, em casos de embarques consolidados, os filhotes também poderão ser lançados separadamente e o próprio módulo realizará o vínculo entre master e houses.

As informações que deverão ser prestadas ao módulo do Portal Único são: agente de carga, cia aérea, data de emissão, shipper, CNPJ e razão social do consignatário , origem, destino,  destino final e recinto alfandegado, número da RUC, peso, cubagem, quantidade de volumes, frete, taxas e recolhimento de frete.

3- Gerenciamento de risco:

Não haverá multas por erros no Controle de Carga e Trânsito, porém os erros serão fatores a serem considerados para a parametrização. Os conhecimentos HAWB e MAWB com muitas retificações possuem mais chance de serem parametrizados em canal vermelho, ou seja, análise física e documental, gerando mais custos e atrasos nos processos de importação.

Já pensou uma plataforma que te permite gerenciar voos, acompanhar prazos e ainda transmitir o CCT para o Portal Único? Aguarde, pois a UXComex tem novidades para você!

Em breve lançaremos E-BOOK do CCT , continue nos acompanhando para receber em primeira mão.

Não se esqueça de compartilhar com mais profissionais!

Nos siga em nossas redes sociais!

Artigo escrito por Kauana Benthien A. Pacheco

Kauana tem seis anos de experiência no comex, é formada em Negócios Internacionais e cursa pós-graduação em Big Data & Market Intelligence. É criadora da página de conteúdo sobre comércio exterior, a  ComexLand, onde escreve sobre Economia Global e Comércio Internacional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *