O que é intraempreendedorismo e como aplicar no comércio exterior?

No comércio exterior somos desafiados diariamente em atribuições que nem sempre fazem parte do escopo das nossas funções, aliás, muitas vezes nem existe um responsável para determinada função, uma vez que as mudanças acontecem o tempo todo. E é por esse motivo que essa área demanda profissionais proativos. 

Empreendedorismo é o processo de iniciativa para a implementação de novos negócios que não existem ou em empresas já existentes. Já o intraempreendedorismo são ações tomadas para que o colaborador pense como se fosse o próprio dono, com o objetivo de trazer mais produtividade e melhorias dentro da empresa em que trabalha, o termo vem do inglês “intrapreneur”, ou seja, empreendedor interno.

Há duas formas de se tornar um intraempreendedor, por vontade própria ou por solicitação do superior, onde é dado autonomia para buscar melhorias dentro da companhia.

Quais são os benefícios do intraempreendedorismo?

O intraempreendedorismo permite o crescimento da companhia com maior velocidade, pois os talentos da equipe são observados com mais facilidade, dessa forma gerando motivação dentro da empresa e acelerando possíveis inovações.

Nem sempre há todos os setores dentro de uma empresa de pequeno e médio porte, portanto muitas vezes algumas funções acabam sendo adiadas para o momento em que a empresa crescer, como é o caso do marketing, pós venda, sucesso do cliente e até mesmo recursos humanos. Essa é uma boa oportunidade para que o profissional possa se desenvolver em mais habilidades e a empresa ganhar com o desenvolvimento de novos setores importantes. 

Quais são os desafios do intraempreendedor no comércio exterior?

Para acertar, é necessário errar primeiro. No comércio exterior, erros significam custos e prejuízos. Dar autonomia para os colaboradores em um primeiro momento, pode significar erros. Por esse motivo é importante uma boa supervisão e um excelente líder.

Muitas pequenas e médias empresas, ou até mesmo funcionários em cargos mais altos, ainda tendem a centralizar diversas funções e informações com medo de perder o emprego, ou alguma informação confidencial sair da empresa. Esse medo engessa o desenvolvimento dos colaboradores e consequentemente da empresa, pois não permite que eles pensem além de suas funções o que faz o crescimento da empresa ser lento.

Outro desafio é que muitas vezes os profissionais de comércio exterior correm contra o tempo, e já é difícil terminar suas atividades dentro de 8 horas de trabalho, dessa forma,  buscar novas funções pode se tornar uma armadilha. Por esse motivo, é necessário saber delegar e se comunicar com todos os membros da equipe.

Como desenvolver o intraempreendedorismo dentro das empresas?

Para o desenvolvimento das práticas que permitem os funcionários de PENSAR e AGIR dentro de uma companhia é necessário que eles tenham liberdade para tal. Mesmo o termo intraempreendedorismo existindo há mais de 30 décadas, as empresas ainda não estavam preparadas para entregar informações sigilosas e dar autonomia aos funcionários. 

O primeiro passo para implementar o intraempreendedorismo em uma empresa é criar objetivos. Se você é o líder pense nas melhorias que poderiam existir se cada liderado trouxesse uma solução para determinado problema. Se você é o colaborador, pense no desenvolvimento profissional pessoal que você quer e pode adquirir em outra função.

O líder, além de numerar os objetivos que pretende alcançar motivando seus liderados a se tornarem intraempreendedores, ainda deve orientar a equipe a pensar em possíveis soluções criativas para problemas frequentes na empresa e entregar autonomia para que possam identificar novos problemas.

Dado o exposto, conclui-se que o intraempreendedorismo traz benefícios tanto para o colaborador quanto para a empresa, porém para sua implementação há diversos desafios que podem ser vencidos com uma boa gestão da equipe. 

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Artigo escrito por Kauana Benthien A. Pacheco

Kauana tem seis anos de experiência no comex, é formada em Negócios Internacionais e cursa pós-graduação em Big Data & Market Intelligence. É criadora da página de conteúdo sobre comércio exterior, a  ComexLand, onde escreve sobre Economia Global e Comércio Internacional.

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