Na última semana, foi publicado no Diário Oficial da União o valor das novas alíquotas sobre o Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), motivo de comemoração para as empresas importadoras que terão os seus custos reduzidos. Mas, afinal, vamos ver o que é esse AFRMM, como surgiu e para que serve?
O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) foi instituído pelo Decreto-lei nº 2.404/1987 e disciplinado pela Lei nº 10.893/2004, desde então, a lei já sofreu diversas alterações, mas sempre existiu como forma de atender aos encargos da intervenção da União no apoio ao desenvolvimento da marinha mercante e da indústria de construção e reparação naval brasileiras, constituindo o Fundo da Marinha Mercante (FMM).
O fato gerador, ou seja, o evento que dá origem a obrigação de pagamento deste adicional é o início efetivo da operação de descarregamento da embarcação em algum porto brasileiro, independente da carga ser de importação ou cabotagem.
O AFRMM é calculado sobre a remuneração do transporte aquaviário, e antes do decreto publicado na última semana, as alíquotas aplicadas eram:
- 25% (vinte e cinco por cento) na navegação de longo curso;
- 10% (dez por cento) na navegação de cabotagem; e
- 40% (quarenta por cento) na navegação fluvial e lacustre, quando do transporte de granéis líquidos nas regiões Norte e Nordeste.
Com o novo decreto, as alíquotas vigentes são:
- 8% na navegação de longo curso;
- 8% na navegação de cabotagem;
- 40% na navegação fluvial e lacustre, por ocasião do transporte de granéis líquidos nas Regiões Norte e Nordeste – não houve alteração.
No entanto, há casos de isenção, suspensão, não incidência, restituição e ressarcimento deste tributo, cabendo a cada importador consultar esses casos específicos na lei de acordo com cada operação.
Para casos de isenção e suspensão: consultar artigos 14 e 15 da Lei nº 10.893/2004;
Para casos de não incidência: consultar artigo 4º da Lei nº 10.893/2004 e no art. 17 da Lei nº 9.432/1997;
Para casos de restituição e ressarcimento: formalizar pedido junto à Receita Federal através do preenchimento do formulário disponível no site oficial do Governo.
Impactos da redução da alíquota na economia brasileira
Segundo o Ministério da Economia, a redução do AFRMM contribuirá com a redução da inflação brasileira, podendo resultar na queda do preço da cesta básica em pelo menos 4%.
Sabemos que mesmo sendo autossuficiente na produção de diversos itens, inclusive alimentícios, ainda assim o Brasil demanda diversos insumos importados, possuindo assim uma grande participação de produtos estrangeiros na nossa economia, sendo assim, medidas tributárias como essa, ou a queda do dólar impactam diretamente os preços no mercado interno, tornando as importações ainda mais atraentes e com maior margem de lucro para as empresas.
Iara é graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior é produtora de conteúdo da página ComexLand, possui experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.
Bom dia amigos, ótima matéria sobre a dita ARFMM, porém os desafios a informar para onde vai realmente este fundo, pois temos uma marinha mercante sucateada, o Lloyd Brasileiro falido a um bom tempo, e os portos tanto estatais como privados, efetuando cobranças absurdas de atrações e movimentação de cargas dos agentes marítimos. Onde estão nossos estaleiros? realmente não me lembro nos meus 50 anos nas práticas de comércio exterior. Mais uma vergonha nacional. Indústria naval sucateada, companhia naval brasileira obsoleta, enfim, mas uma grande maracutaia governamental. A idéia e motivo eram muito bons, mas infelizmente não consigo exergar para onde vão estes valores altíssimos de cobrança. Talvez um grande cabide de empregos na SUNAMAN.
Bom dia amigos, ótima matéria sobre a dita ARFMM, porém os desafios a informar para onde vai realmente este fundo, pois temos uma marinha mercante sucateada, o Lloyd Brasileiro falido a um bom tempo, e os portos tanto estatais como privados, efetuando cobranças absurdas de atrações e movimentação de cargas dos agentes marítimos. Onde estão nossos estaleiros? realmente não me lembro nos meus 50 anos nas práticas de comércio exterior. Mais uma vergonha nacional. Indústria naval sucateada, companhia naval brasileira obsoleta, enfim, mas uma grande maracutaia governamental. A idéia e motivo eram muito bons, mas infelizmente não consigo exergar para onde vão estes valores altíssimos de cobrança. Talvez um grande cabide de empregos na SUNAMAN.