Crises que o comércio internacional já enfrentou desde os anos 2000

As crises influenciam diretamente o comércio internacional, uma vez que um país está vinculado ao outro de alguma forma, seja na importação, exportação, investimentos, relações diplomáticas e moeda. Ou seja, um episódio em um país pode facilmente influenciar diversas outras nações.

Você consegue se lembrar de outras situações que abalaram a economia internacional? 

Esse artigo vai te lembrar quais foram essas crises e como abalaram a comércio mundial.

Coronavírus – 2020

Desde o final de janeiro, o coronavírus está afetando a economia mundial e desequilibrando toda a cadeia de suprimentos, o vírus obrigou países a se manterem em isolamento, fechando escolas, comércios, empresas e fábricas. 

Mesmo a balança comercial brasileira permanecer positiva nos últimos meses, players do comércio internacional sentiram grandes dificuldades em realizar suas operações.

Ainda não se sabe o tamanho do prejuízo que essa situação causará na economia mundial, mas com certeza haverá uma brusca desaceleração econômica, uma vez que diversos países reduziram sua perspectiva do Produto Interno Bruto para o ano de 2020.

A crise da dívida na Europa – 2009

A crise da Zona do Euro, como é conhecida, impossibilitou países europeus de quitar suas dívidas. Diversos países europeus foram prejudicados, a taxa de desemprego era alta, gerando menos renda, menos produção e menos desenvolvimento ao país. O contágio da crise afeta em particular Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, e desvaloriza a moeda, euro. 

Essa crise gerou um grande desequilíbrio no comércio internacional e globalizou operações financeiras.

A grande recessão – 2008

A Grande Recessão decorreu do colapso do mercado imobiliário dos Estados Unidos, o Fundo Monetário Internacional declarou essa como sendo a segunda pior crise de todos os tempos, perdendo apenas para a Grande Depressão (1930). 

O comércio internacional foi afetado negativamente nesse período em todos os Estados Unidos e América do Sul, reduzindo o valor das mercadorias. Enquanto isso, os gigantes asiáticos se desenvolviam em busca de ocupar posições no mercado internacional.

A crise na Argentina – 2001

O Governo argentino não possuía fundos para manter a paridade fixa do peso ante o dólar, dessa forma não pagou sua dívida que na época era de cerca de US$ 100 bilhões. Essa decisão fez com que o nível de desconfiança na Argentina aumentasse, afastando investidores e empresas estrangeiras.

Apenas a agropecuária estava sustentando a Argentina, mas a exportação dos commodities reduziam cada vez mais, pois muitos compradores priorizavam países mais confiáveis. Era difícil a entrada de dólares no país, aumentando a cotação da moeda americana.

Atentado às torres gêmeas – 2001

Os atentados de 11 de setembro nas Torres Gêmeas em Nova York e o Pentágono em Washington, deixaram um balanço de cerca de três mil mortos, provocaram também uma drástica queda nas bolsas. 

Esse foi um grande choque para o comércio exterior, uma vez que milhares de negociadores internacionais morreram em suas missões de facilitar o comércio mundial.

Artigo escrito por Kauana Benthien A. Pacheco

Kauana tem seis anos de experiência no comex, é formada em Negócios Internacionais e cursa pós graduação em Big Data & Market Intelligence. É criadora da página de conteúdo sobre comércio exterior, ComexLand, onde escreve sobre economia global e comércio internacional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *